Celebrada em 8 de setembro, a data reforça sobre o desafio da alfabetização na idade certa. Frente Parlamentar destaca que o letramento é o pilar para a cidadania e exige esforço constante do poder público.
O Dia Internacional da Alfabetização, lembrado mundialmente no dia 8 de setembro, traz à tona um dos maiores e mais antigos desafios do Brasil: garantir que todas as crianças aprendam a ler e escrever na idade certa. Para a Frente Parlamentar pela Inclusão e Qualidade na Educação Particular (FPeduQ), a data não deve ser encarada apenas como um momento de celebração, mas como um marco de alerta sobre a necessidade de políticas públicas perenes e eficazes.
A alfabetização é a etapa fundamental da trajetória escolar. O atraso no letramento compromete todo o desenvolvimento cognitivo e educacional do estudante, elevando as taxas de reprovação e de evasão escolar nos anos seguintes. Ciente desse cenário, a FPeduQ tem pautado sua atuação no Congresso Nacional na busca pela melhoria contínua da qualidade do ensino brasileiro.
A deputada federal Socorro Neri (PP-AC), presidente da FPeduQ, ressalta que o domínio da leitura e da escrita é a porta de entrada para a cidadania. “Não podemos aceitar que milhares de crianças brasileiras cheguem ao final do ciclo de alfabetização com defasagens. A educação não permite soluções mágicas, ela exige um esforço em conjunto, acompanhamento rigoroso e a garantia de que as instituições tenham o respaldo necessário para focar no aprendizado”, afirma a parlamentar.
Nesse sentido, a Frente defende que melhorar a alfabetização exige um compromisso compartilhado entre poder público, redes de ensino, escolas e instituições formadoras. Isso passa diretamente pela construção de políticas públicas consistentes, previsibilidade regulatória, sistemas de avaliação capazes de identificar defasagens e uma formação docente perfeitamente alinhada às necessidades reais da educação básica.
Neste processo de transformação, as instituições particulares também assumem uma grande responsabilidade. Como a maior parte da formação de professores no país hoje passa pelo ensino superior particular, a FPeduQ atua firmemente no Congresso para garantir um ambiente regulatório seguro. O objetivo da Frente é assegurar políticas que estimulem a qualidade, a inovação pedagógica e a conexão direta entre a formação inicial nas universidades e os desafios diários enfrentados nas salas de aula de todo o país.
Sobre a FPeduQ
A Frente Parlamentar pela Inclusão e Qualidade na Educação Particular (FPeduQ) é um grupo suprapartidário formado por deputados e senadores com o objetivo de debater, propor e monitorar políticas públicas voltadas para o desenvolvimento do ensino particular no Brasil. A entidade atua como um elo entre o Congresso Nacional, a sociedade civil e os profissionais da área, visando sempre a qualidade, equidade e inclusão educacional.
O setor particular de ensino é responsável pela educação de mais de 15 milhões de brasileiros, dos quais 90% são das classes C, D e E. Além disso, é responsável por 77% dos alunos no ensino superior e 20% no ensino básico.
Assessoria de Imprensa — FPeduQ — Capuchino Press | Foto: Freepik


